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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Cirurgia Marcada

Esta tudo acertado para a cirurgia bariátrica.Agora só depende da liberação do plano de saúde. Foram dois meses e meio, desde a primeira consulta com Dr Jose L., no dia 29 de setembro. Quando entrei no consultório, ainda não sabia que minha decisão seria a de ser  uma mulher magra pelos 30 ou 40  anos que se seguem.Tinha muitas dúvidas, sempre fui contra esse processo,  pois  já tinha  visto e ouvido  muitas histórias de pessoas que não conseguiram viver em harmonia depois da cirurgia.Outras que chegaram ao óbito em consequência da redução do estômago. Por outro lado, minha irmã Renata que fez gastroplastia há cinco anos, vive super bem , com a nova imagem de mulher magra , exuberante e isso me motivou a pensar na possibilidade da gastroplastia.Inclusive a Renata me incentivou a consultar o Dr L. que é o médico que  operou-a e acompanha-a.
Faz mais ou menos  cinco ou sete anos , nem sei bem, que adquiri o excesso de peso que fez tornar-me uma obesa de grau II.No último ano, ao peso em excesso, somaram-se comorbidades tais como, pressão alta, diabetes, esteatose, inchaço nas pernas e dores articulares. Além de péssima qualidade de sono, ronco e  esofagite, gastrite e hérnia de hiato.
O problema no estômago ajudou muito para que eu tomasse a decisão. No retorno da primeira consulta o Dr. L. informou que eu precisava fazer a cirurgia da hérnia de hiato, os resultados dos exames estavam alterados  e que se optasse por essa  incisão, não poderia nunca mais ser submetida à bariátrica.Mas que eu deveria pensar , refletir e que tomasse a decisão de forma segura e determinada.
Nessa consulta pedi a ele que me indicasse os médicos que  deveria procurar para ir ganhando tempo caso a decisão fosse positiva.Para que o plano de saúde libere a cirurgia é necessário uma série de exames e laudos que comprovem que você realmente necessita da intervenção. Esse caso é específico de pessoas que não tem o Índice de Massa Muscular ( IMC) 40. No meu caso o meu IMC é 36,5 e para que o plano libere é preciso ter comorbidades associadas como as que eu citei acima.Sai do consultório quase decidida , mas ainda pensei, li vários blogs sobre o tema, inclusive o das amigas gastroplastizadas . Fiquei super animada , vi os depoimentos positivos , mas ainda tinha dois meses pela frente de um processo decisivo e difícil.
Na semana seguinte, primeira semana de outubro, já comecei a agendar as consultas. Pneumologista, cardiologista, endocrinologista, psicologa, nutricionista.A primeira a ser consultada foi a nutricionista , que avaliou toda minha alimentação e estrutura física.Sai de lá com cardápio para uma dieta mais rica em nutrientes e de baixa caloria .No entanto , passou um mês e não consegui quase nada. O que me ajudou na redução de medidas foram os exercícios da academia que comecei a frequentar há uns 3 ou 4 meses atrás.Mais um ponto positivo a favor da cirurgia.Não estava perdendo peso e meu abdômen que  é de risco  , foi a única medida que não apresentou alteração.

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